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Dogs no Graffiti

itiro — dom, 14.02.2010 - 22:59

Tarde reservada para algo que não fazia há muito tempo: jogar RPG no centro cultural Vergueiro, mais especificamente em uma das mesas do Graffiti.

Quando cheguei haviam apenas 2 outros jogadores do grupo e sem saber se haveriam mais participantes comecei tirando o Contenders da mala. Fui explicando o sistema e montando as personagens, quando estávamos prontos para jogar chegaram outras duas pessoas e resolvemos que seria mais divertido jogar Dogs in the Vineyard.

Distribuí a personagens padrão do jogo de demonstração. Como eram 4 jogadores estavam na mesa: Charles Garnett, Jabez Anderson, Philip Bracket e Temperance Bradshaw.

Começamos com a já tradicional iniciação das personagens para familiarizar todos com a mecânica de jogos. Hoje contei com um pouco mais de sorte do que o normal nesta parte e acabei dificultando as coisas para a maioria das personagens, mas foi bom para os jogadores perceberem que não é tão ruim falhar em testes neste sistema.

A aventura é a já tradicional em Crystal Valley (que no jogo deles virou Silver Hills por algo que Freud deve explicar), chegaram na cidade, descobriram que Mary Asher estava doente e começaram a investigar.

O grupo se separou neste ponto, Jabez Anderson ficou para trás e resolveu ir para o armazém sondar o "clima" da cidade enquanto os demais foram visitar a enferma.

Na casa dos Asher eles encontrarm uma garota doente e alguns artefatos do povo das montanhas. Numa conversa com a mãe eles descobrem que ela está usando ervas medicinais dos índios e que a garota foi medicada pelo padre e convencem a família a deixar que o grupo cuide da saúde de Mary no templo e que Dorothy (a mãe) os leve para conhecer os índios que deram os remédios (esta foi a primeira vez que isto aconteceu nos jogos de demonstração, acho que vai proporcionar um desdobramento interessante).

Jabez é abordado por Lee Asher, pai da doente e ele diz que a filha está doente e que a mulher tem usado coisas esquisitas que aprendeu com o povo das montanhas para curá-la e ele acha que a mulher está fazendo coisas erradas e teme por sua alma. Jabez diz que se ela se arrepender nada de errado vai acontecer e que vai cuidar do caso.

Temperance e Philip são levados por Dorothy Asher para conhecer o xamã local e conseguem algumas informações sobre os remédios e a doença que aflige Mary (e infelizmente os jogadores destas personagens tiveram que sair quando as coisas poderiam esquentar neste encontro).

Charles leva a garota para o templo e pergunta ao pastor Edwin Goodson sobre o médico do local e descobre que ele foi "demitido" por ser um ateu. O argumento do pastor: corpo e alma andam juntos, ele não podia deixar o responsável pelo fiéis na mão de alguém que não acredita na existência da alma.

Jabez vai para a casa do médico e descobre que ele não está lá, está procurando emprego em cidades próximas e a família está esperando por notícias para poder se mudar. A esposa do médico o expulsa da propriedade depois de levantar suspeitas sobre os reais motivos da expulsão do médico da cidade e sobre o caráter do pastor Goodson, inclusive dando a entender que o conhecia de forma mais íntima.

De volta ao templo Jabez diz o que descobriu e Goodson confirma que teve "relações" com a sra. Miller e os dois Dogs fazem acusações quanto a seu caráter e a decisão de expulsar o médico do lugar.

Goodson diz que seu relacionamento foi um momento de fraqueza, ele quis ajudar a família que estaria passando por dificuldades por conta da expulsão do médico e ao entregar mantimentos para a família se deixou levar pela intensidade dos agradecimentos da esposa do médico. Reconhece que errou e se arrepende do que fez.

Ele acusa os dogs de serem levianos em suas acusações, deveriam pesquisar um pouco mais antes de se exaltar, sabe que sua decisão em relação a expulsão do medico foi correta e diz que os dogs estão preocupados com a árvore e se esqueceram da floresta. 

A sessão de jogo terminou mais ou menos neste ponto. Achei o jogo legal, a situação ficou diferente de outros testes e ficou interessante, principalmente porque a divisão das personagens fez eles ficarem com vários pontos de vista diferentes sobre a situação local.

Vamos ver quando vamos continuar jogar porque este é o segundo jogo em aberto agora.

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bang bang em silver hills

Philip Bracket (não verificado) — qua, 17.02.2010 - 00:44

Fala Itiro, gostei bastante do jogo, seja temática, seja sistema, seja o próprio fato de que a história pode se desenrolar em 1000... só me embananei com os dados, mas é costume (acostumado a jogar só sistema d10 da nisso), mas tá tudo bem...

Mas voltando a história, ainda acho que tem alguem escondendo algo ai, se num me falham as idéias, o próprio Lee Asher... mas eu teria que falar com um pessoal na cidade. Acho que entendi o que o xamã queria dizer com (fala de 5 min...) O povo... roubou... a... terra... se minha teoria estiver certa vai fazer muita gente duvidar da fé...

Abração Itiro, aguardo data para continuar

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Nem me fala. ¬¬

Jabez Anderson (não verificado) — ter, 16.02.2010 - 09:22

Fiquei numa vontada danada de dar uma na cara daquele pastor. ù_u
Mas acho que no final ou ele tinha um bom argumento, ou era muito persuasivo. =/

Adorei o sistema do Dogs. As batalhas de números de dados é muito interessante, dinâmica e divertida... mesmo que não tenha ganhado nenhuma durante o jogo todo. xD

Espero que continuemos em breve. O Itiro é cruel, mas acho que alguma hora eu ganho dele por ter dados demais no jogo (= pelo cansaço). ^^

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Cruel?!?

itiro — ter, 16.02.2010 - 09:46

É só eu começar a mestrar para um grupo novo que começam com essa história. E eu achando que estava pegando leve para não assustar ninguém.

Um dia eu conto a história de Christian e August vocês vão ver o que é mestre cruel (e nessa aventura eu era jogador).

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ÔôÔôôô pastor safado!!!

Temperance Bradshaw (não verificado) — seg, 15.02.2010 - 21:58

Ahhhhhh!!!!

Não acredito que tive que ir embora bem no momento das revelações bombásticas!!!
Que história é essa de "relações com a senhora Miller, Hã?" --> Como "O" modelo de boa esposa da história devo confessar que não confio mais nesse padreco...hump =P...fura olhos e ainda expulsa o pobre homem??? Muito digno, não? Se não fosse pelas "saias" de Goodson seria um caso resolvido à bala!!! Que tal mudarmos o nome dele para "Badson" ??? =D

PS: Deixando a história para lá, um comentário "em off" - Valeu de novo pelo incentivo Itiro! Você é um cara muito bacana, viu? Adorei esse jogo também ^^

Abração,
Alannah

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Ficar até o fim

itiro — ter, 16.02.2010 - 09:41

Isso é para aprender a não sair no meio da sessão... Se bem que não foi "bem no momento", jogamos aproximadamente mais uma hora depois que vocês saíram.

Estou curioso também para saber como vai ficar o desenrolar da aventura.

Este é um jogo onde também é divertido fazer as personagens, quem sabe não marcamos uma campanha mesmo disso?

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Shooting the Dogs

Ricardo — qua, 17.02.2010 - 07:28

Todas as sessões de Dogs até agora foram one-shots?

Uma campanha disso seria beeeem legal. Ou pelo menos parece ter potencial.

  • responder

Já teve uma campanha

itiro — qua, 17.02.2010 - 08:16

Olá Ricardo, você está certo, uma campanha disso é muito legal.

Nas reuniões de terça jogamos uma mais do que one-shots. O pessoal criou personagens e jogamos uma campanha com direito ao pessoal decidir para onde vai ao final da aventura, uma das coisas mais divertidas, já que eles podem voltar para as cidades já visitadas e ver os desdobramentos de aventuras anteriores.

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