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Jogadores problema
itiro — seg, 16.02.2009 - 16:15
"And now for something completely different"1
Mudando o assunto dos últimos posts, uma das coisas mais comuns em discussões sobre RPG, palestras, textos com dicas para mestres e afins é como tratar jogadores problema. Todo mundo conhece jogadores assim, eles estão em todas as mesas, podem ter melhorado, alguns até se regeneraram, mas é um assunto inesgotável.
A melhor solução que eu conheço para o problema é conversar com ele (ou ela, mas para eu não ficar colocando parêntesis a torto e a direito daqui em diante entenda que o jogador problema pode ser de qualquer sexo, raça e credo) mostrar os problemas do jogo provocados e pedir para as coisas melhorarem daí em diante.
O problema desta solução: antes de ser colega de RPG aquele sujeito é seu amigo e as chances são grandes dele não levar a crítica numa boa. Em alguns casos a pessoa tem orgulho de achar os buracos nas regras e saber explorá-los, ou acham que aquele é o jeito certo de jogar. A conversa vai se tornar pessoal e existem grandes chances das coisas não acabarem numa boa.
Afinal de contas, o RPG é um evento social e não é educado você chamar a "gafe ambulante" num canto da festa e apontar todos os problemas e transtornos que estão sendo causados, não é mesmo? Mas faz parte da boa educação e da camaradagem avisar seu amigo sem trato social que aquela cor não está mais na moda e que a famĩlia é grega mas eles não quebram pratos em todas as ocasiões festivas, de preferência antes da festa, sem testemunhas para aquilo não virar motivo para piadas.
E também faz parte da educação saber quando não está agradando e parar.
Se o mestre te chamar para "a conversa", antes de ficar indignado, pense a respeito e considere o que está sendo dito. Se você não concorda com o que está sendo dito, talvez seja a hora de literalmente procurar sua turma.
Se chegou a hora de você ter "a conversa" com seu jogador problema, não se acovarde, é um favor que você está fazendo para ele.
1 - Não entendeu? Monthy Python faz bem para alma, informe-se.
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minha 1a aventura de RPG,
Marilia Compagnoni — qua, 27.05.2009 - 05:50minha 1a aventura de RPG, juro q não lembro se foi na loja da Devir, ou no 1o EIRPG
na mesa, eu, a Dani (lembra dela, Itiro?), e mais uma garota e 2 garotos
o Thadeu mestrando, e um dos garotos aporrinhando, num momento o Thadeu nos coloca numa emboscada, nossa carroça quebra uma das rodas e uma gangue está em nossa direção para nos atacar...
o jogador problema pega o estepe, sim o estepe mesmo, e troca a roda da carroça, o mestre, q já tava com a tolerância zero, deixa a gente tocar a carroça uns 2 minutos, e bam, as duas rodas quebram agora
o jogador problema: mas como q vc quebra as rodas da nossa carroça numa estrada asfaltada?
Dani: q asfaltada o q, estamos na Idade Média
a gangue chega e mata todo mundo
FIM
Marilia
Primeiras experiências
itiro — sab, 30.05.2009 - 22:25Olá Marília, me lembro vagamente da Dani,
Com o Thaddeu mestrando provavelmente foi na loja, no 1o EIRPG eu acho que ele não mestrou nada, estava alucinado demais correndo de um lado para o outro.
Várias histórias iguais ou piores do que a sua nas tardes de sábado da casa azul da Devir, desde o moleque que quis usar uma lança de justa para combater ladrões dentro do quarto de uma estalagem até cowboys que resolvem amputar uma perna com uma faca bowie no meio do deserto e acabam com o serviço (literalmente) com um belo tiro de 12.
Comigo uma dessas mini aventuras foi em 2020, um bando de garotos decide que as personagens deles vão chamar para o pau o melhor grupo de solos da cidade porque "o mestre não vai matar a gente com 5 minutos de aventura".
Idéia brilhante: 7 minutos depois eu estava começando a próxima mesa de jogo do dia.