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E o vencedor é...
Diálogo em On – José Roberto e o Baronato de Shoah
Nem só de livro de regras ou suplementos vive o mundo do RPG. Os romances também cativam os jogadores que procuram por eles atrás do prazer da leitura e talvez alguma boa idéia para uma campanha… bem, aqui vai uma interessante sugestão!
José Roberto Vieira é um antigo amigo da época em que jogávamos RPG na Forbidden Planet da av. Ibirapuera. Mais conhecido como Zero, este rapaz surpreendia a todos com seu humor rápido e sarcástico, além de suas histórias criativas (muitas delas baseadas em Final Fantasy). Joguei algumas poucas vezes com ele mestrando jogos de Éride (numa época bem anterior ao hoje consagrado Scion) com um sistema que confesso não lembro mais bem como era, mas rendeu boas sessões de diversão.
Bem, segue um bate-papo rápido com o José Roberto e, em seguida, a sinopse de Baronato de Shoah, em breve sendo lançado pela editora Draco.
1) Salve Zer… quer dizer, José Roberto! Passa sua ficha de personagem!
Atributos: Força 18, Destreza 18, Constituição 18, Inteligência 18, Sabedoria 18, Carisma 23.
Perícias: Ler/escrever +20, Videogames +30, RPGs +20, Soneca básica +35, Internet +15. Todas as outras +10.
Vantagens: fígado de aço, estômago de avestruz, paciência, charme.
Desvantagens: nenhuma…
Não era isso né?
Ok, sou formado em Letras pelo Mackenzie, apaixonado por RPG e Literatura desde que ambos mudaram os rumos de minha vida, gosto de carros também. Colaborei durante muitos anos no blog “Nexus RPG” e lá publiquei os RPGs Éride e Taenarum. Atualmente trabalho como revisor.
2) Então, o que é o Baronato de Shoah, já que esse é o título?
O Baronato de Shoah é uma região, o local onde se passa a história do livro. O lugar tem esse nome por que foi lá que Shoah, o libertador dos homens, venceu o Rei dos Titãs. Foi neste lugar, também, que seu corpo foi enterrado, juntamente com os corpos de seus Seguidores. Mais tarde os Legisladores, que acreditam serem os Titãs os verdadeiros regentes do mundo, tentam dar um golpe de estado e derrubar o Quinto Império, o atual governo humano.
3) Fala pra gente um pouco sobre quem é Sehn Hadjakkis.
Sehn é um herói comum, uma pessoa com fraquezas e virtudes que é colocado em frente a um dilema cada vez maior: cumprir uma promessa feita a sua namorada de infância ou cumprir uma promessa feita a seus pais no leito de morte? Ele precisa decidir entre o amor e a vingança; precisa aprender que suas decisões afetarão não somente a si mas a seus amigos e pessoas que o rodeiam. Este é o mote do livro, a promessa. Quando Sehn descobre qual caminho seguir nós vemos seu amadurecimento e o acompanhamos numa jornada inesquecível.
4) Por que o nome Shoah (holocausto em ídiche)?
Você não acreditaria se eu dissesse…. eu sonhei com esta palavra e acordei com ela na cabeça, então criei o título “Baronato de Shoah” e fiquei aguardando uma oportunidade para usá-lo. Mais tarde acabei descobrindo seu significado e fiquei espantado. Resolvi ir atrás de outras palavras no mesmo idioma e criar, a partir de certas culturas, uma história que fosse fantasiosa e ao mesmo tempo tivesse sentimentos “reais” de nosso mundo, como o racismo, o medo, o preconceito e o amor.
5) Literatura de Fantasia brasileira existe ou é só ficção?
Existe. Ela está aí, escondida pelos cantos, protegida por autores que tem medo de se expor ou tolhida por editoras que não se interessam por ela. A Draco, ao dar as caras para bater, acabou sendo a pioneira neste ramo, e , creio eu, terá uma fatia do mercado que poucos ousaram desafiar.
6) É o primeiro livro, né? E vai ser o último?
Com certeza não! Planejo criar uma série de livros com o Baronato (mais ou menos como em Discworld, onde você pode ler qualquer livro sem ser obrigado a ter a série inteira), também quero escrever um romance em meus cenários, Éride e Taenarum, e minha “High-humor-fantasy”, um romance de fantasia “medieval” com toques de humor negro.
7) Você tá jogando RPG ou parou com isso?
Faz muito tempo que não jogo, muito mesmo. Tenho saudade dos grandes encontros e da bagunça nas lojas especializadas.
Cara, foi muito bom estar contigo de novo. O d3system e eu desejamos muito sucesso pra ti e para Draco!
Realmente foi muito legal a gente se encontrar. Eu espero que a d3 store venda muitas cópias do livro!
Nós também, meu caro!!!
Segue abaixo o texto de divulgação do livro.
Baronato de Shoah
O romance de estréia de José Roberto Vieira é uma fantástica aventura em um mundo sombrio que remete ao Steampunk, videogames, animações e RPG, onde passado, presente e futuro se encontram numa fórmula emocionante.
Sehn Hadjakkis é um Mashiyrra, um Escolhido. Desde seu nascimento ele foi eleito para ser um soldado da Kabalah, a elite do exército e liderar as forças do Quinto Império contra seus inimigos, os Legisladores.
Depois de quatro anos de lutas, mortes, e traições, Sehn finalmente tem a chance de voltar para casa e cumprir uma promessa feita ainda na infância: se casar com seu primeiro e verdadeiro amor, Maya Hawthorn.
Entretanto, a única coisa que o impede é outra promessa, feita no leito de morte a seus pais: vingar-se de Edgar Crow, um amigo que traiu sua família e destruiu seus sonhos, transformando a vida de Sehn num verdadeiro inferno e o mundo em que vive um pesadelo.
Quando um Golpe de Estado ameaça tudo aquilo em que Sehn acredita, ele se vê obrigado a escolher entre uma destas promessas para salvar seu mundo ou a mulher que ama.
Se fizer a escolha errada, ele pode destruir a ambos.
Ou a si mesmo.
Acompanhem o José Roberto no @joserobertov ou no blog
Acompanhem o Baronato de Shoah no @baronatodeshoah ou no blog
Acompanhem a Editora Draco no @editoradraco ou pelo site
Em breve Baronato de Shoah na d3store.
Concurso Domingo RPG - Quem são os jurados?
formspring.me
A Volta do Domingo RPG
Depois de um hiato de um ano, volta a ser realizado o Domingo RPG, encontro para fãs de RPG, cardgames, quadrinhos e jogos de tabuleiro. O evento não é mais realizado pela LUDUS CULTURALIS, passando a realização dele para o Blog Terra do Nunca, com apoio da d3store e Devir Livraria.
O evento acontecerá no dia 28 de fevereiro de 2010, na Biblioteca Infanto Juvenil Monteiro Lobato, das 10h até 19h.
Na área de RPG haverá a presença da turma do Underground, grupo de jogadores de RPG de São Paulo que divulgam e demostram diversos sistemas indies como Don’t Rest Your Head, Agon, Prime Time Adventures e outros.
Para quem curte jogos de deverão acontecer mini-torneios de Rat-a-tat Cat e Monopoly Deal, dependendo do número de jogadores presentes.
Também teremos demostrações dos jogos Javaé e Tragédia em Tracunhaém, da Riachuelo Games.
Também estarão presentes o pessoal do d3system e da d3store, em especial Douglas “d3″ Guimarães que irá contar as últimas novidades da RPGCon.
Além disso, ainda acontece o Concurso Domingo RPG – Ganhe um Mago o Despertar. Sugira um novo nome para o encontro Domingo RPG e concorra a um exemplar de Mago o Despertar da Devir Livraria. Mais informações sobre o concurso você encontra aqui.
Sim, este encontro voltou com tudo e ainda vai melhorar ainda mais! Excelente oportunidade para ir esquentando os dados para a RPGcon…
Então não esqueçam:
Domingo RPG na Monteiro Lobato
Data Domingo, 28 de fevereiro de 2010.
Horário Das 10 às 19 horas.
Local Biblioteca Monteiro Lobato
Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, São Paulo – SP
Realização: Terra do Nunca
Apoio: Devir Livraria e d3store
Informações e inscrições pelo e-mail jaimedanielleandro@gmail.com
E volta o encontro mensal de RPG na Biblioteca Monteiro Lobato
semelhanças...
Tchau, primo ornitorrinco!
Baú de elementos #10 – O caminho da Tempestade
“O sol brilhava incandescente em um céu de poucas nuvens. O cansaço impedia qualquer um que tentasse continuar e a sede já causava dores pelo corpo. O mais velho do grupo decidiu uma parada, um descanso e um momento para se alimentar. A noite não demorou a cair no imenso deserto que acolhia aqueles que aceitaram o convite de desbravar o oeste desconhecido.
O vento forte sacudiu alguns instrumentos, a enorme lua alaranjada era circundada por uma estranha neblina. O frio se intensificou a ponto de congelar alguns pés descalços. Uma noite terrível se aproximou e o pouco que conseguiram dormir deixou aqueles homens atormentados por terríveis pesadelos.
O sol forte esquentou o chão avisando o momento de recomeçar a viagem. Os relinchos dos cavalos eram cada vez mais altos e embora todos ainda estivessem muito cansados não poderiam perder mais tempo. Tudo seguia de forma estranha, como se o deserto os espreitasse.
O mesmo vento forte da noite anterior recomeçou trazendo consigo uma densa névoa, o sono os impedia de tomar qualquer atitude a altura do problema que os cercava. Os cavalos não podiam mais ser montados, devida tamanha agressividade.
Teve então início uma caminhada sem rumo, um caminho desesperado para fora daquilo que parecia uma grande tempestade de areia. Algo precisava acalmar os cavalos antes que fugissem, aqueles pobres homens precisavam descansar!
O que os levava a viver desse modo? O dinheiro poderia trazer tudo o que realmente procuravam?Perguntas que sempre fizeram parte de seus cotidianos agora não desapareciam com tanta facilidade como em um amigável Saloon.
Era possível sentir o calor do sol novamente, aquela maldita tempestade começava a cessar e os cavalos se acalmavam lentamente. Eles andaram sem rumo, andaram por horas e estavam no meio do deserto. O que procurar? O que fazer?
Caminhando a procura de algum caminho avistaram fumaça. Um pouco mais a frente e um vale podia ser visto, uma pequena cidade bem ao centro da depressão, enfim uma parada para repor as energias…”
E quem diria que chegaríamos ao número #10?
Aqui estamos. Hora de arriar os cavalos, puxar uma cadeira no Saloon e fazer um apanhado do que já temos até o momento e o que pretendemos fazer nos próximos números.
Começamos falando sobre a criação de cenários auto-contidos e de como cada vez mais grupos criam suas próprias histórias, personagens, NPCs, objetos e lugares.
Então iniciamos a criação aleatória de um elemento, que com a ajuda de todos que participam por aqui, acabou se tornando O Manto do Despertar.
Chegamos ao momento de decidir um período e traçar uma linha mais sólida para o que realmente faríamos por aqui e então surgiu um vale amaldiçoado e alguns elementos como: A velha mina de prata, A estação de trem, O reservatório de água, O Velho Jornal e o Bando Los Guanos.
Muitas coisas ainda estão por vir, as idéias dos participantes já nos deram muitos elementos que estou organizando aos poucos. Podem ter certeza que já temos material para seguir até o número #20, pelo menos.
Minha vontade vai muito além do que já fizemos e vou procurar pessoas dispostas a ajudar a transformar o que surgir por aqui em algo maior e melhor.
Obrigado a todos pelo apoio e comentários até aqui e que venham mais 10 números.
Abraços
Ao som de: Walk The Line – Johnny Cash
RPG não pode??? E o porquê...???
Concurso Domingo RPG - Ganhe um Mago o Despertar!!!
Sorteio de Mago o Despertar
Abrimos as Portas na Casa de Janaina
Janaina Azevedo Corral
Oh, sim. Primeiro é melhor que eu me apresente, não? Muitos que vira e mexe estão aqui na D3System já me conhecem da RPGCon, enquanto outros não devem ter a mais mínima idéia de quem sou eu. Então lá vai a apresentação: eu sou a Janaina Azevedo Corral, a TPM Girl que ajudou o D3 a fazer a RPGCon. E o que eu estou fazendo aqui na D3System?
Bom, eu podia dizer várias coisas, mas a verdade é que eu estou aprendendo a ser divertida. Oh, sim, e é o D3 quem está me ensinando. ¬¬
Como? Boa pergunta, mas que está, está.
Desde antes da RPGCon, algumas vezes eu e o D3 sentamos para conversar sobre a minha outra carreira: a de escritora. Mas como escritora, eu produzo coisas que nem sempre interessam a todo mundo: religiosidades do Brasil, cultura típica brasileira, crenças e cosmopolistismo, essas coisas. Não obstante, sempre me dediquei muito ao lado acadêmico da escrita.Mas o D3 sempre me dizia que meu conteúdo, por mais bacana que fosse, era chato. E eu queria fervê-lo em óleo quente de Carnaúba e depois jogá-lo num formigueiro quando ele falava isso.
Até que surgiu uma oportunidade de conversarmos mais a sério sobre isso, e a explicação dele para isso foi mais do que aceitável (a partir daí eu só queria fervê-lo no óleo de carnaúba, podia dispensar as formigas…). Topei fazer algumas mudanças no meu jeito de escrever, abordar as coisas e, ainda, fazer com que todos enxergassem as maravilhas culturais do Brasil (que, sinceramente, deixam qualquer europazinha por aí no chi-ne-lo) da maneira como eu vejo e aliando à seriedade das minhas pesquisas, as cores e a diversidade dessa cultura, permitindo que ela fizesse parte do nosso dia-a-dia.
Daí veio a idéia de trazer uma partezinha da Casa de Janaina (www.casadejanaina.com), meu site, em que trabalho com todos esses temas, para dentro da D3System, com artigos sobre Lendas Brasileiras, Mitologias das Religiões provenientes dos Índios e Escravos, Festas e Manifestações Culturais, entre outros.
Quinzenalmente, aqui na D3System, vocês vão encontrar reportagens, pequenos encartes e outros, com histórias e adaptações para o RPG de tudo que o Brasil tem de bom. Começando hoje mesmo. Trouxe uma matéria bem pequena para publicar hoje, sobre a Criação do Mundo segundo os Iorubás, escravos negros da Nigéria. A maneira como eles vêm o mundo é que deu forma e substância a tudo quanto conhecemos como Candomblé, hoje, no Brasil.
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Os Orixás do Candomblé de Raiz Iorubana: Os Deuses que estão no Mundo em que VivemosOxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã, Omolu são nomes que conhecemos muito bem e quem não conhece muito bem ao menos já ouviu falar. Mas de onde eles vieram? Essa pergunta é meio fácil também: da África, oras.
Ok, mas todo mundo sabe que Afrodite é a Deusa do Amor, Ares é o Deus da Guerra, e por aí vai. E quando falamos desses deuses, a quem conhecemos por Orixás, de que estamos falando?
Os Panteões Africanos são riquíssimos, mitica e culturalmente. Isso sem falar que a maneira como o mundo se organiza a volta deles é, no mínimo, singular: diferentemente do que acontece no catolicismo ou em muitas outras religiões que possuem um padrão doutrinário, neste caso não há uma versão, mas muitas versões, com elementos comuns, para a criação e a manutenção do mundo e da realidade tal qual a conhecemos. Para facilitar o entendimento, neste artigo enumeraremos não as diversas versões, mas as narrativas comuns à grande maioria delas num grande poema Épico.
Contam os babalaôs, os grandes sacerdotes, que no princípio havia apenas Olorum, o Grande Criador. Olorum teve muitos filhos, dentre eles Olodumare, o Sol. Olodumare, por sua vez, também teve filhos, dentre os quais um casal de gêmeos, Orún, o Céu e Ayé, a Terra. E aqui começa a história do mundo.
Orún e Ayé possuíam grande energia. Energia da Vida, energia criadora, e por isso, Olorum-Olodumare viram naqueles dois mundos um brilho que não havia em muitos outros. Olorum, então, mandou que habitassem em Orún seus filhos mais diletos, aqueles que são conhecidos como Orixás da Criação, o primeiro grande panteão.
E em Orún habitaram os Fun Funs, Orixás Brancos.
Orunmilá, o Senhor da Ordem.
Olokun, a Senhora do Caos.
Orinxalá, aquele que tece a vida.
Obatalá, O rei primeiro.
Ifá, o Senhor do Oráculo.
Oduduá, aquela que sopra a vida
Ajalá, quem esculpe a forma da vida
Oraniã, o moleiro dos deuses
Onilé, o governante de Ayé.
Todos os Fun Funs criaram a vida, cada um por sua vez, desempenhando seu papel. Mas eis que, a vida criada, era preciso que ela tivesse começo, meio e fim.
O Tempo, a quem chamam de Iroko, a árvore da Vida, dá aos seres vivos seu princípio e seu fim. O Tempo chega a todos. O Tempo de nascer e o Tempo de morrer.
Mas era necessário saber para onde se vai no meio do Caminho. Eis então que Orunmilá, que teve muitos filhos, entregou o Destino em suas mãos. Eles são chamados de Odus, os Senhores dos Destinos. São eles Òkánràn, Éjìòkò, Étàògúndá, Iròsùn, Òsé, Òbàrà, Òdí, Ejìoníle, Òsá, Òfún, Òwónrín, Ejílàsegbora, Ejíologbón, Iká, Ogbèògùndá e Aláfia.
Mas mesmo assim, a terra era informe e habitada apenas pelas águas profundas, que tinham sido dadas a Olokun, tornando-a Senhora dos Oceanos profundos. Era necessário que houvesse terra firme, para que algo além dos peixes de Olokun sobrevivesse.
Foi então que Oxalá, o Senhor da Paz, levou um pombo, seu animal, e uma cabaça de terra para a superfície. Deitou a cabaça sobre as águas e o pombo sobre ela. Ciscando, o pombo espalhou a terra, que ao se reunir formou os continentes.
Com a terra surgindo e se tornando fértil, Ossaim foi mandado por Orunmilá para tratar das folhas e plantas, e por isso se tornou Senhor delas, passando a conhecer todos os segredos do que elas podiam curar ou causar.
Oxalá permaneceu junto à terra para ver o resultado de sua obra e eis que, da mistura da terra e da água, também surgiu Nanã, a quem ele desposou.
Oxalá teve quatro filhos com Nanã: Oxumarê e Ewá, as serpentes que deram forma a terra, moldando com o movimento de seus corpos as montanhas e os vales, os planaltos e as planíceis. Depois, veio Iansã, Senhora dos Espíritos e do Mundo dos Mortos.
Teve também Obaluaê, que nascera cheio de chagas e por isso a mãe o abandonara à própria sorte na beira do mar, no que foi acolhido pela filha de Olokun e Orunmilá, Iemanjá, que o criou como seu próprio filho.
Em determinado tempo, Nanã partiu para receber os homens nos portões da Morte, até onde eram levados por Iansã. Foi quando Oxalá desposou Iemanjá e da união deles nasceram os Orixás que ficam mais próximos da terra e dos homens.
Exu, o Mensageiro dos Orixás.
Ogum, o Senhor do Ferro.
Oxóssi, o Senhor da Caça.
Xangô, o Rei dos Homens e Senhor da Justiça
Oxum, Senhora dos Rios e das Cachoeiras
Olossá, Senhora dos Lagos
E Obá, a guerreira de uma orelha só, Senhora do Cobre.
Estes são os deuses que habitam o mundo até os dias de hoje.
São os deuses que zelam pelo mundo.
Esta é apenas uma tentativas de síntese do funcionamento do Panteão Iorubano. Além dos citados, existem muitos outros orixás, com as mais diversas funções. Isto por que os deuses africanos são, em geral, parte da nossa existência e da nossa realidade, eles estão a nossa volta e fazem parte de tudo que somos. São mais de 200 deuses, cada um com uma função específica, para reger a vida de toda uma comunidade, ou mesmo de apenas uma pessoa, já que cada indivíduo é importantíssimo para o funcionamento do mundo.
Esta narrativa foi escrita especialmente para seu último livro, é de autoria da própria escritora e reúne suas experiências como pesquisadora de religiões africanas, tendo sido escrita em sua viagem de estudos à Africa, quando visitou Angola e Moçambique (permanecendo como estudante e pesquisadora por cerca de um ano) tendo acesso a histórias contadas no idioma original.
Quer ganhar Mago o Despertar?
O retorno de Domingo RPG
Revista da Iniciativa 4e – Vol. 3
Depois de uma longa pausa, voltamos a publicar a Revista da Iniciativa. O tema do terceiro volume dessa Iniciativa 4e é delírio! Se você conferiu aqui no d3system os volumes anteriores, não perca tempo e inclua mais esse na sua coleção.
Nesta terceira edição da Revista da Iniciativa, os participantes escolheram um tema mais complexo e abrangente: um estado de espírito, uma condição psicológica e um mundo fantástico — o Delírio.
Usando um tema com tanta amplitude, os Iniciantes criaram uma cidade — Delirium, um plano
de difícil acesso — dois monstros novos relacionados ao transtorno mental, um criado pelo nosso
diagramador, Jefferson Shin, e outro pelo estreante na Revista, Jean da Silva do Castle and Dragons, e uma série de doenças criadas pelo Jefferson Véxo, também do Tomo 4e.
Com esta edição, voltaremos a publicar a Revista da Iniciativa 4e a cada 15 dias aqui no d3system.com.br. Não deixem de prestigiar os autores da Iniciativa, acompanhando os artigos dos blogs participantes.
Você pode conferir uma lista completa dos artigos publicados na página da Iniciativa do blog. Além disso, a primeira aventura completa — O Cálice De Avandra — está disponível para venda na d3store. Você encontrará um preview da aventura nas últimas páginas desta edição.
Falando no Cálice de Avandra, gostaria de agradecer a todos que adquiriram a revista em PDF nos últimos 6 meses. Talvez pela falta de tradição do mercado nacional, a aventura lançada durante a RPGCON não atingiu o patamar mínimo para assegurar uma versão impressa (100 exemplares), mesmo considerando o preço de venda (R$ 3,00).
Entendo que ainda exista um longo caminho a percorrer nessa empreitada de PDFs, mas o d3system não vai esmorecer. Mas esse é assunto para outro artigo. Fiquem com a Revista da Iniciativa #3!
Autocrítica
Traduzido é mais caro! (republicação)
Boas festas!
Promoção de Fim de Ano na D3store
Apesar de estarmos num “recesso forçado” aqui no d3system, a d3store continua funcionando a todo vapor. E estamos prontos para comemorar o primeiro Natal da lojinha!
Conseguimos diversos jogos de tabuleiro (como Pega o Pinguim e o Jogo da Bolsa) e um pequeno estoque de card games antigos (como Shadowrun, Spellfire e Netrunner), além das coleções mais atuais de Pokémon e Magic: The Gathering.
Nesse fim de ano, teremos duas promoções para alegrar os feriados prolongados dos RPGistas e jogadores em geral:
Final de Ano na D3storeTodos os cardgames colecionáveis (novos e antigos) e fechados estarão em promoção até o dia 31 de dezembro. Alguns, como Spellfire, estão a meros R$ 6,00 cada deck!
Os estoques são pequenos, mas acreditamos que seja possível atender aos colecionadores que desejam completar suas pastas ou satisfazer a curiosidade de quem ainda não conhece esses jogos.
Além disso, escolhemos uma lista de livros que serão oferecidos abaixo do preço de custo em qualquer compra realizada na d3store até o final de 2009!
São eles:
Coleção Você é o Herói #2: Segredo de Djinn por R$ 1,00
Coleção Você é o Herói #3: Torre do Olho do Dragão por R$ 1,00
Coleção Você é o Herói #4: Cavaleiros do Futuro por R$ 1,00
Guerras de Trolltooth por R$1,00
Dragon Magazine 1 por R$ 1,00
Dragon Magazine 2 por R$ 1,00
Karameikos por R$3,00
Undermountain por R$ 5,00
Samurai Urbano (Shadowrun) por R$ 2,00
Contatos (Shadowrun) por R$ 2,00
Metagen (Shadowrun) por R$ 2,00
GURPS Fantasy por R$5,00
Monstros RPG por R$ 3,00
Livro do Clã Nosferatu 3ª por R$5,00
Para receber o desconto promocional, basta realizar qualquer compra acima de R$ 30,00 na d3store e incluir o código de cupom “fimdeano” no campo adequado, conforme mostra a imagem a seguir:
Um desconto será aplicado ao valor total do seu carrinho, reduzindo o preço da lista acima para os valores indicados. Os cupons não são cumulativos. O desconto é para um único produto e afeta somente as compras acima de R$30,00.
Então, é isso. Que esse seja o primeiro Natal e Ano Novo da lojinha e esperamos que essas duas promoções tornem o feriadão ainda mais divertido!
Baú de elementos #09 – A Participação e a criação
E quem disse que todo mundo não pode participar por aqui?
Continuando com a iniciativa de povoar nosso cenário ai vai o primeiro elemento criado por quem participa da coluna dando idéias e opiniões…
A idéia original para o nome desse bando veio de Álvaro Guedes, que sempre participa por aqui, e penso que Los Guanos não poderia ter caído melhor. Pensamos neles como um grupo de foras-da-lei liderados por um mexicano paranóico chamado Juan Rodriguez, ou apenas “Juan Maçaneta” (precisamos pensar mais sobre a origem de seu nome).
Diz a lenda que em uma trágica tarde chuvosa, Juan e seu bando encontraram uma inocente jovem indígena caminhando em uma das montanhas que cercam o vale. Sem motivos aparentes decidiram abusar e escalpelar a pobre moça… tudo por puro prazer. Dizem os boatos que ela era filha do último pajé local e que a única ainda virgem. Ela teria sido enviada por alguma entidade e de acordo com os costumes locais se tornaria a mulher sagrada de toda a tribo.
Segundo os boatos uma maldição recaiu sobre “Maçaneta” e seu bando conhecido e que desde então suas almas vagam pelo deserto, deixando seus corpos amaldiçoados rastejando sobre a terra em busca de redenção pelos seus atos.
Em vida eles foram capazes de tudo e sua maldição não é algo muito conhecido, porém ouviu-se que sempre que um grande ato de brutalidade é cometido o bando de “Maçaneta” aparece em busca de mais uma alma e sabem-se lá quantas eles precisam levar ao tal pajé para que retornem à vida ou descansem na morte.
A dúvida e o medo rodam as histórias sobre os Los Guanos, que teimam em assolar as noites de quem se encaixa nos eixos da crueldade. O que faziam no passado acabou tornando-se o destinos de suas maldições.
Nome: O bando Los Guanos
Tipo: pessoa
Desc.: Foras-da-lei amaldiçoados que assolam o vale em busca de redenção, dinheiro e os mais diversos prazeres humanos.
Quando pensamos que através desses seres outras pessoas poderão ser incentivadas a cometer atrocidades para que assim possam voltar e buscá-las, acelerando o processo contra o ritual. Isso gera o caos e cada vez mais espalha o terror ao vale.
Como encontrá-los? Essa é uma pergunta que muitos aventureiros já fizeram e poucos responderam com vida.
Seriam esses nossos primeiros grandes vilões a trazerem um grande gancho para aventuras em nosso cenário? Muitas idéias vieram à minha cabeça… será que foi só comigo?
Abraços
PS: Ainda procuro um desenhista (voluntário) para começar a desenha o mapa de nosso Vale e nosso vilarejo… Conhecem alguém?
Ao som de: Spirits In the Material World – The Police


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